Cappadocia Voyager Balloons

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História da Capadócia

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CATAL HOYUK FRESCO

6700-5700 a.C.

Durante a década de 60, foi descoberto em Catal Hoyuk, próximo a Konya, um importante sítio neolítico que floresceu em torno de 6600-5700 a.C. Uma notável coleção de instrumentos, artefatos, estátuas da deusa mãe (fertilidade) da Anatólia e selos foram encontrados lá. As casas eram decoradas com murais, e entre eles existe um afresco exclusivo datado de 6200 a.C. representando as casas e o plano da cidade de Catal Hoyuk, com um grande vulcão de dois cumes no fundo. Uma erupção vulcânica é representada por nuvens de fumaça densa, lava escorrendo e rochas atiradas no ar. O vulcão representa o Monte Hasan, um dos mais impressionantes vulcões da Capadócia, e o afresco é considerado como a primeira paisagem da história. Ele pode ser visto no santuário reconstruído do Museu das Civilizações Anatolianas de Ancara.

PERÍODO DAS COLÔNIAS ASSÍRIAS

1900 a.C

A Mesopotâmia exerceu o poder econômico e político na Anatólia Central antes da chegada dos assírios. Durante o terceiro milênio a.C., o rei arcádio Sargon da Mesopotâmia avançou em direção ao coração da Anatólia para proteger os comerciantes do seu país. O início do segundo milênio foi um período próspero para a Anatólia. Os assírios perceberam as riquezas da região e estabeleceram centros comerciais denominados karums, que significa "porto" ou centro administrativo. No final, pelo menos treze karums foram criados como parte da política de extensão da rede de atividades comerciais dos assírios, que se estendeu do Mar Egeu ao Vale do Indo. O comércio entre os povos da Anatólia e os mercadores assírios continuou por cerca de 150 anos. Os tabletes capadócios revelam que os assírios eram mercadores experientes e mantinham correspondência comercial diária com a capital, Assur. Outros documentos, como acordos comerciais, recibos, testamentos e contratos matrimoniais, também foram encontrados entre os tabletes de cerâmica. Kultepe, conhecida antigamente como Kanesh, foi o karum mais importante. Utilizando rotas comerciais já estabelecidas, os mercadores assírios importavam estanho, roupas, artigos têxteis, perfumes e outros artigos de luxo para vender na Anatólia. Como pagamento, recebiam ouro, prata e cobre, que eram enviados de volta para a Assíria. A importação de estanho era muito lucrativa para os assírios, pois a população local precisava dele para fabricar o bronze. As caravanas consistiam de cerca de 250 jumentos, que seguiam as rotas comerciais onde haviam sido estabelecidos wabartums. Como os famosos caravançarás do período seljúquida, os wabartums proporcionavam áreas de armazenagem e acomodação para pessoas e animais, e ainda serviam de centros comerciais. Devido à ameaça de bandidos, muitas vezes as caravanas mudavam a rota. Mercadores assírios, cujas vida giravam em torno do comércio, viveram no karum localizado na base da cidadela de Kultepe (Kanesh). Embora muitas vezes se casassem com mulheres locais, os assírios não podiam ter terras, eram obrigados a pagar impostos especiais para usar as estradas e armazenar suas mercadorias e deviam pagar ao rei local uma porcentagem das vendas. A existência de documentos relativos ao direito do rei local de punir os assírios acusados de contrabando sugere que a pesada tributação levou alguns mercadores à prática dessa contravenção. De 1850 a 1800 a.C. aproximadamente, o período das colônias comerciais assírias chegou ao fim em consequência de uma guerra entre os reinados anatolianos locais.

A CHEGADA DOS HITITAS

SÉCULO XVIII a.C.

Por volta do fim do terceiro milênio a.C., a chegada de tribos indo-europeias deteve o crescimento dos Hattis, uma civilização anatoliana pré-hitita do início da Idade do Bronze. Os primeiros hititas provavelmente se misturaram com a população hatti local e formaram pequenas principados, que frequentemente entravam em guerra entre si. Os tabletes de cerâmica desse período fornecem os nomes de reis locais, sendo que o mais importante foi Anitta (1750 a.C.), que derrotou diversas cidades-estados rivais, formou uma das primeiras alianças políticas da Anatólia e estabeleceu a capital em Kiiltepe. A cultura sem igual dos hititas, que nasceu e posteriormente prosperou na Capadócia, resultou da mistura de hattis indígenas e povos indo-europeus imigrantes.

OS HITITAS

SÉCULOS XVIII A XII a.C.

Os reis que sucederam Anitta assumiram o título de "Rei dos Hatti." O reino hitita rapidamente ganhou poder e um rei posterior levou os hititas à Síria, onde eles capturaram Alepo, e à Babilônia, onde eles finalmente puseram um fim na legendária dinastia dos Hammurabi. Como consequência dessas campanhas militares, os hititas estabeleceram contato direto com os povos da Mesopotâmia e do norte da Síria. Durante os séculos XV e XIV a.C., após um período de conflitos, os hititas fundaram um dos maiores impérios do mundo antigo. A Síria e a Palestina se tornaram campos de batalha de dois poderosos rivais, os hititas e os egípcios, Dezesseis anos depois da feroz batalha de Kadesh (1286), no norte da Síria, Ramsés II assinou um tratado de paz com Hattusilis III. Esse tratado foi selado com o casamento de uma das filhas de Hattusilis com Ramsés II. O grande Império Hitita finalmente entrou em colapso no século XII a.C., quando a Anatólia foi invadida por tribos do mar. Os séculos seguintes constituíram uma "idade de trevas" na Anatólia Central, que durou por cerca de 300 anos, até que uma tribo guerreira, os frígios, estabeleceram sua supremacia.

REINO DE TABAL

SÉCULO XI a.C.

A partir do século XI a.C., a Capadócia ficou conhecida como "Terra de Tabal" e incluía o centro e o sul da Anatólia, onde os últimos reinos hititas haviam se estabelecido. Tabal manteve um relacionamento próximo e turbulento com os assírios, aos quais eram obrigados a pagar impostos, mesmo tendo resistido à dominação. Durante os séculos IX e VIII a.C., Tabal sofreu ataques constantes dos assírios.

OS PERSAS NA CAPADÓCIA

SÉCULOS VI A IV a.C.

A partir do século VI a.C. até a época de Alexandre, o Grande, no século IV a.C., os persas controlaram a Capadócia. Eles dividiram a Anatólia em várias satrapias (províncias), sendo cada uma delas governada por um sátrapa, ou "protetor do reino," um nobre persa que reinava em nome do império. O geógrafo Strabo registrou que, durante o reino de Dario, do século VI ao V a.C., os povos da Capadócia foram obrigados a pagar um tributo à Pérsia na forma de ouro, uma grande quantidade de ovelhas e mulas e 1.500 dos famosos cavalos da Capadócia. Os persas se referiram à origem desses altamente apreciados cavalos como Katpatukya (mais tarde chamada Capadócia), ou "Terra dos Belos Cavalos." O baixo relevo localizado em Persépolis (Irã) representa os portadores do tributo da Capadócia (usando roupas persas) presenteando uma mula ao rei. O culto de longa data dos persas de adoração do fogo foi bem recebido pelos povos da Capadócia, cujos solo e paisagem vulcânicos proporcionavam os elementos ideais para essa crença. Os persas, por sua vez, perceberam que a topografia da Capadócia se adaptava perfeitamente ao seu culto de adoração do fogo. Os historiadores observaram que existiram templos de fogo na Capadócia e que eles duraram até o século IV a. C.

REINO INDEPENDENTE DA CAPADÓCIA

SÉCULO IV a.C. ATÉ O ANO 17 d.C.

Em meados do século IV a.C., Alexandre cortou o famoso nó de Górdio e então foi à Capadócia. Ele indicou um chefe local para governar a região, perturbando assim o delicado equilíbrio entre os capadócios e persas. A situação ficou ainda mais complicada quando Alexandre dividiu o império entre seus generais (diadochi). Numerosas intrigas e batalhas se seguiram e continuaram até o período dos reinos capadócios, que durou do século IV a.C. até o ano 17 d.C., quando a Capadócia se tornou uma província do vasto Império Romano. Após a morte de Alexandre, estabeleceu-se um reino capadócio independente. Durante esse período, a história da região foi turbulenta e caracterizada por inúmeras intrigas. A dinastia dos ararates buscou tradicionalmente alianças políticas através de casamentos entre as famílias poderosas e os reis das províncias. A Capadócia se tornou um campo de batalha das lutas pelo poder local, bem como dos conflitos entre o reino de Ponto (Mar Negro) e o Império Romano. Um dos reis mais importantes foi Ariarates V, um homem muito instruído, em cujo reinado diversos eruditos e filósofos foram convidados à Capadócia, e as relações amistosas que ele estabeleceu com os romanos durou até o fim de sua vida. As alianças familiares e políticas que foram formadas através de casamentos mais tarde provocaram disputas amargas entre os reinos de Ponto e da Bitínia. Mitrídates, rei de Ponto, quase conseguiu dominar a região e colocar seu filho no trono, mas o senado romano interveio e declarou a Capadócia uma região autônoma. Finalmente, em 66 a.C., Pompeu invadiu a Capadócia e pôs no trono Ariobarzanes, de origem capadócia. O persistente Mitrídates destronou-o nada menos que seis vezes, mas com a ajuda dos romanos, Ariobarzanes I e seus sucessores levaram a melhor. A luta pelo domínio político na região continuou até a Capadócia se tornar uma província romana no ano 17 d.C.

OS ROMANOS NA CAPADÓCIA

ANO 17 d.C. AO SÉCULO IV

Durante o reinado de Vespasiano, foram estabelecidas duas legiões romanas na Capadócia para proteger a área, principalmente a fronteira oriental, dos ataques dos partas. Vespasiano também uniu a Capadócia e a Galácia no ano 70 d.C. No início do século II, o Imperador Trajano mandou construir diversas estradas militares na Capadócia, visto que o local era vital para a defesa das fronteiras orientais do império. No início do século III, os laços comerciais entre a Capadócia e Esmirna foram fortalecidos. Foram cunhadas moedas com os nomes de Cesareia (Kayseri) e Esmirna (Izmir), e mercadores de Esmirna e Éfeso administraram negócios na Capadócia. A partir do século III, a Capadócia testemunhou invasões dos sassânidas persas e dos godos, sendo ambos rechaçados pelos romanos. Durante esse período, o cristianismo se espalhou na região e foi estabelecida uma diocese em Cesareia. No século IV, a Capadócia proporcionou ao mundo cristão três importantes líderes religiosos, - Basílio, o Grande, seu irmão, Gregório de Nissa, e o amigo deles, Gregório de Nazianzo – sendo que todos eles desempenharam papéis importantes no desenvolvimento da igreja e da vida monástica da Capadócia.

PERÍODO BIZANTINO

SÉCULOS IV A XV

No início do século VII, a Cesareia (atualmente Kayseri) foi ocupada pelos persas sassânidas, até o imperador Heráclito expulsá-los. Depois disso, os árabes atacaram a Capadócia, onde permaneceram como uma ameaça pelos dois séculos seguintes. Durante a Dinastia Macedônia, (século X), os Imperadores Basílio e Leão, o Sábio, conseguiram repelir os ataques árabes, Os imperadores bizantinos e os habitantes locais decidiram tomar providencias contra os ataques inesperados e desenvolveram um sistema de defesa que incluía diversos elementos: governar por "temas", um "sistema óptico de alerta," a construção de fortes adicionais, uma boa rede de estradas militares e comerciais e cidades subterrâneas. O sistema de governar por "temas" previa a distribuição de terras aos generais, que recebiam diretamente do imperador a responsabilidade de proteger todos os "temas", um dos quais era a Capadócia. A terra ficava sob o controle de um general, que podia agir independentemente para recrutar, comandar e escolher a melhor estratégia de defesa. O "sistema óptico de alarme" foi estabelecido com a colocação de fogueiras e lanternas no cume de determinadas colinas e montanhas das províncias. Esse sistema transmitia mensagens até o Grande Farol de Constantinopla, de forma que a capital era informada no exato momento de um ataque inimigo. Muitos fortes, castelos e torres de observação foram construídos em posições estratégicas, como passagens e fontes de água, e ligados às principais cidades. Além dessas medidas defensivas, os habitantes locais escavaram cidades subterrâneas para se proteger.

OS SELJÚQUIDAS NA CAPADÓCIA

SÉCULOS IX A XIII

A partir do século IX, a Anatólia assistiu à chegada das tribos nômades turcas da Ásia Central, que tiveram origem na região ural-altaica e se dispersaram por grandes áreas, da China até a Europa. Em 1071, durante a batalha de Malazgirt, que ocorreu no leste do que hoje é a Turquia moderna, o líder seljúquida Alp Arslar derrotou os bizantinos, e depois disso os seljúquidas obtiveram o controle absoluto do solo da Anatólia. Os turcos seljúquidas logo estabeleceram seus próprios centros de ensino. No século XI, escolheram Iznik como sua primeira capital, mas mudaram-na para Konya depois que os cruzados capturaram Iznik e entregaram a cidade aos bizantinos. Durante os séculos seguintes, a Anatólia se tornou um campo de batalha para os seljúquidas, os cruzados em seu caminho para a Terra Santa, e os exércitos bizantinos. Durante os reinados de Keyhusrev e Aladdin Keykubad, no século XIII, os seljúquidas desfrutaram uma idade do ouro, durante a qual chegaram ao Mediterrâneo e ao Mar Negro, onde construíram estaleiros. Construíram também caravançarás magníficos, medreses (escolas) e mesquitas em todo o império. Em meados do século XII, os mongóis começaram a atacar vários pontos do império e finalmente invadiram toda a Anatólia. Kayseri foi capturada e saqueada pelos mongóis, e os seljúquidas permaneceram sob o domínio deles até 1302. O Império Seljúquida foi o primeiro império turco estabelecido no solo da Anatólia. Embora sua ascensão e queda tenham ocorrido em menos de dois séculos, esse império lançou as bases da cultura e arte otomanas. Os seljúquidas trouxeram com eles influências inconfundíveis das culturas nômades da Ásia Central, enriquecendo e engrandecendo a história da Anatólia Central.

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