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O CRISTIANISMO NA CAPADÓCIA

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O CRISTIANISMO NA CAPADÓCIA

A perseguição aos cristãos terminou sob o reinado do Imperador Constantino, o Grande (313-337 d.C.), embora tenha sido revivida por algum tempo durante o curto período de reinado do Imperador Juliano (360-363 d.C.), que tentou restaurar os antigos deuses e o helenismo no Império Romano. Após a divisão do Império Romano em Império Romano Oriental e Ocidental, a Capadócia foi governada pelos imperadores cristãos da Roma Oriental, que mais tarde recebeu o nome de Bizâncio.

Durante o Império Bizantino, a Capadócia era uma fronteira sujeita às frequentes invasões dos sassânidas (persas), árabes e finalmente dos turcos. A história do cristianismo na região foi influenciada por essa atmosfera de insegurança. Os conflitos religiosos do Império Bizantino e a economia agrícola foram outros fatores que moldaram o cristianismo da Capadócia.

As frequentes invasões dos exércitos inimigos forçaram os cristãos a procurar refúgio em cidades subterrâneas e praticar sua religião em igrejas camufladas nas rochas. Acredita-se que desde o início do século I os cristãos tenham procurado refúgio nas cavernas e túneis escavados nas rochas vulcânicas da Capadócia.

A situação limítrofe da Capadócia fez com que o cristianismo local se desenvolvesse de uma forma secreta e militar. O segredo se reflete nas construções camufladas das igrejas de rochas. Os vestígios do militarismo podem ser observados nos temas dos afrescos que decoram as igrejas.

Outro fator que forçou os cristãos da Capadócia a se esconder foram as disputas religiosas com Bizâncio.

O desenvolvimento do cristianismo na Capadócia favoreceu a existência de monges que viviam em comunidades nos mosteiros, em lugar da busca individual pela iluminação espiritual como eremitas isolados. Na opinião do autor deste texto, a necessidade de uma mão-de-obra organizada para trabalhar na agricultura pode ter favorecido o desenvolvimento de mosteiros que funcionavam também como unidades produtivas.

AS IGREJAS DE ROCHA DA CAPADÓCIA

As igrejas mais antigas da Capadócia provavelmente foram construídas no século VI. Muitas delas foram feitas durante o período iconoclasta e o período mais intenso de construções ocorreu entre os séculos IX e XII. A construção de igrejas de rochas continuou durante o domínio dos seljúcidas, que teve início no final do século XI.

As primeiras igrejas possuíam uma arquitetura muito simples, com corredores únicos. O projeto de corredor único prevaleceu na Capadócia por séculos. Entretanto, outros tipos de projetos também foram se desenvolvendo. As igrejas são decoradas com belos afrescos. A arquitetura e os estilos de afrescos serão comentados adiante.

Como eram feitas as igrejas?

As igrejas da Capadócia são estruturas simples escavadas na rocha. A técnica de construção na região perdurou por séculos. O tufo endurece quando entra em contato com o ar, no entanto é muito macio quando está úmido. Ainda hoje na Capadócia, diversas moradias são construídas escavando-se rochas de tufo úmido.

Quem eram os patronos?

A construção de igrejas era autorizada por líderes militares, monges, freiras ou comerciantes ricos para cumprir uma promessa, exprimir gratidão por ter sobrevivido a uma longa doença ou outro tipo de adversidade, para homenagear pais ou esposos mortos ou simplesmente para expiar os pecados. Os nomes dos patronos seriam escritos nas paredes das igrejas. Existem apenas dois comerciantes conhecidos, e seus nomes estão escritos nas paredes da Igreja Escura (Karanlik Kilise) em Göreme.

Alguns dos líderes militares que autorizaram a construção de igrejas obviamente estavam a serviço dos turcos seljúcidas, pois são vistos com turbantes e o título de Emir precedendo os nomes inscritos nas paredes. Uma dessas inscrições está na parede da Igreja Kirk Dam Alti em Peristrama (Vale do Ihlara). Os patronos podiam autorizar igrejas inteiras com afrescos, ou pagar por tudo ou parte delas, ou ainda fazer doações em espécie. As inscrições nas paredes das igrejas indicam que campos ou árvores (às vezes uma única árvore) podem ter sido doados às igrejas.

ARQUITETURA DAS IGREJAS

Podem ser vistos quatro planos básicos nas igrejas da Capadócia: 1) Corredor Simples; 2) Cruciforme; 3) Com colunas (Plano de Cruz Quadrada); 4) Abóbada Transversal.

A Igreja de Corredor Simples

O corredor único é o plano de igreja mais antigo, datando do século VII, e prevaleceu na Capadócia até o século XIII. Os melhores exemplos podem ser vistos no vale de Göreme. O plano de corredor único é mais comum na Capadócia do que nas regiões litorâneas, sendo a basílica de três corredores, como a Santa Sofia em Istambul, mais típica da arquitetura bizantina.

O esquema de corredor único satisfaz as necessidades de pequenas igrejas rurais com congregações pequenas, constituídas de poucos aldeões e alguns monges. No entanto, o tamanho reduzido das comunidades dos vilarejos não era a única razão da preferência pelo plano de corredor único. Caso contrário, a existência de um grande número de igrejas de corredor único num mesmo grupo não poderia ser explicada.

A simplicidade do plano de corredor único reflete a última redução no tamanho de uma igreja, mantendo-se seus valores simbólicos. Era preferido pelos patronos de recursos limitados que não podiam arcar com estruturas maiores, e por construtores individuais que eram capazes de empreender a construção de uma igreja sozinhos.

A Igreja Cruciforme

A influência das igrejas com planos cruciformes é tão grande na Capadócia que chegaram a dizer que ele foi inventado nesta região. No entanto, a primeira igreja cruciforme foi autorizada em Istambul pelo Imperador Constantino e terminada após sua morte, em 337 d.C.

As igrejas cruciformes típicas da Capadócia têm quatro braços abobadados de mesmo comprimento. Normalmente um nártex precede a entrada. No final do braço oriental há uma outro em forma de ferradura. A Igreja da Serpente (Yilanli Kilise) no Vale de Peristrama é um exemplo típico das igrejas cruciformes da Capadócia.

A Igreja com Colunas

A igreja denominada com colunas foi desenvolvida em Constantinopla e introduzida na Capadócia por artistas que vieram da capital. O plano consiste de um esquema de cruz quadrada com quatro colunas em torno de um vão central, sobre o qual é feito um domo. Há mais oito vãos no plano, sendo os das pontas cobertos por pequenas cúpulas. Os braços da cruz são abobadados. A abside é um nicho no final do braço oriental da cruz. Existem outros nichos e cúpulas adjacentes nos cantos da extremidade oriental.

A decoração das igrejas com colunas que foram construídas no século XI representa o estilo mais avançado da Capadócia Os exemplos mais conhecidos são as Igrejas da Maçã (Elmali), da Sandália (Cankli) e a Escura, do vale de Göreme.

A Igreja de Abóbada Transversal

A igreja com uma abóbada transversal não é comum na maioria das terras cristãs e pouquíssimos exemplos são encontrados na Capadócia. O mais conhecido é a Igreja da Fivela, em Göreme, uma das estruturas mais desenvolvidas e impressionantes da região.

Nas igrejas de abóbada transversal existe uma abóbada única numa direção lateral em lugar de longitudinal. Na extremidade oriental há três absides, sendo a central mais profunda do que as outras.

A origem desse tipo de plano são os templos pagãos da Síria e Mesopotâmia. A igreja monástica de Qartamin e a de Maria Ya'qub Al-Habis em Salah, na Síria, têm planos parecidos.

AFRESCOS

Diferentes estilos determinam os afrescos que decoram as igrejas capadócias, variando de acordo com o período em que foram realizados.

Afrescos simples dos períodos dos primeiros cristãos e dos iconoclastas são seguidos por afrescos do período arcaico, durante os séculos IX e X. No século XI foram feitos afrescos que refletem a refinada arte bizantina. Alguns estudiosos os apelidaram de afrescos "new look." Afrescos relativamente mais simples foram feitos durante o século XIII.

Início do Período Cristão

No início do período cristão que precedeu a Iconoclastia, foram pintados símbolos simples relacionados ao cristianismo. As imagens mais frequentes são coroas de mártires, cervos e peixes. O cervo simboliza a alma e o peixe, Cristo, visto que a palavra grega para peixe (iktus) é obtida quando se unem as primeiras letras das palavras gregas para Jesus Cristo Filho de Deus, Salvador (Iesus Kristos Teo Uisos, Soter).

Os melhores exemplos de afrescos dos primeiros cristãos podem ser vistos no vale de Zelve.

Decorações do Período Iconoclasta

Algumas igrejas da Capadócia possuem decorações muito simples, normalmente em vermelho ocre e algumas vezes em verde. Normalmente elas são identificadas com o período iconoclasta, quando se proibiram imagens de Cristo, Maria e dos santos.

Algumas dessas decorações são desenhos abstratos que ainda podem ser vistos atualmente no artesanato anatoliano, como tapetes, kilims ou cestos. Um desses desenhos típicos é o triângulo. Algumas das decorações abstratas da Igreja de Santa Bárbara, no vale de Göreme, por outro lado, foram identificadas com padrões bizantinos militares ou cetros. Existem ainda representações estilizadas simples de animais e plantas. O pombo sempre foi o símbolo da paz e do Espírito Santo. O pavão simboliza a ressurreição. O galo, que é um símbolo do dia e da vitalidade, representa a bondade em geral. A palmeira evoluiu da "árvore da vida" oriental, que é um símbolo da energia vital e vida eterna.

Pinturas simples de desenhos abstratos e animais e plantas simbólicos, que normalmente são identificadas com a Iconoclastia, podem não pertencer a esse período. Ao contrário, essas decorações simples podem ter sido realizadas por artistas locais ou pessoas das aldeias, talvez pelo próprio escavador da igreja, a fim de santificar a construção antes da chegada de pintores sofisticados. Se eles não fizessem isso, a igreja ficaria com as pinturas simples realizadas após a construção como decoração de suas paredes.

Período Arcaico

As decorações arcaicas datam aproximadamente de 850 a 950 d.C. Durante o período arcaico, uma representação mais ou menos detalhada adorna o corredor. As paredes da nave são decoradas com imagens de santos e santas no nível inferior e cenas da vida de Cristo no nível superior.

Os santos ascéticos que passavam a maior parte da vida na terra rezando são mostrados de braços abertos. A maioria dos santos está com uma das mãos no peito e uma cruz na outra, obedecendo as palavras de Cristo: "Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz, e siga-me."(Mateus 16:24))
As imagens de ciclos de vida normalmente começam no canto em que a parede norte encontra a abside e continuam ao longo da parede sul, passando pela parede ocidental, terminando na abside e começando novamente num nível mais baixo, no mesmo canto em que a parede norte encontra a abside.

O New Look

No século XI, um grupo de artistas chegou à Capadócia e introduziu um estilo de pintura mais avançado. Esses afrescos são vistos principalmente nas igrejas com plano de cruz quadrada.

Nessas igrejas, o domo central normalmente é decorado com uma pintura de Cristo e as absides, com os retratos da Deesis, com Maria e São João Batista em cada lado de Cristo, pedindo que ele seja complacente com os pecadores. As pinturas de ciclos de vida não são completas e somente os acontecimentos marcados com festas importantes são enfatizados Na maioria das vezes as igrejas em cruz quadrada são decoradas com afrescos new look. A Igreja Escura, da Maçã e da Sandália, no Museu a Céu Aberto de Göreme, são os melhores exemplos.

MOSTEIROS

Os mosteiros cristãos foram estabelecidos na Capadócia a partir do século IV. As comunidades monásticas viviam em grupos por motivos de defesa entre outros. Na Capadócia foram identificadas quatro dessas comunidades, em Göreme, Soganli, Ihlara (Peristrama) e Aciksaray.

De acordo com um decreto do Imperador Bizantino Basílio II (963-1025) datado de 987, a fim de ser oficialmente considerado como mosteiro, uma comunidade de monges deveria ter no mínimo de oito a dez membros com meios claros de apoio. A idade mínima para entrar para um mosteiro foi fixada em dez anos pelo Conselho de Constantinopla em 691. Essa decisão foi reafirmada pelo Imperador Bizantino Leão, o Sábio (886-911). A tonsura era feita aos 16 ou 17 anos.

VIDA DIÁRIA

A existência comum em mosteiros pode ter se desenvolvido como uma reação ao ascetismo dos monges que buscavam a salvação através da solidão. De acordo com um decreto do Imperador Justiniano (527-565), os monges só poderiam viver sozinhos se antes passassem três anos em uma comunidade de monges. No entanto, os monges podiam dormir fora dos mosteiros. Isso pode explicar a ausência de dormitórios na maioria dos mosteiros.

A maioria dos complexos de mosteiros consistia de uma igreja, um refeitório e armazéns. A existência dos armazéns se relacionava com as funções seculares dos mosteiros como unidades de produção.

monasteries still follow the rules set up several centuries ago in Cappadocia. Para os monges, o dia começava com preces, mas era passado em trabalho físico pesado, intercalado com meditação e cantos de hinos em coro para aliviar o cansaço. Os hinos refletiriam a "alegria de fazer," e os irmão que combinavam o trabalho com as preces estariam imitando os anjos, que homenageiam Deus da mesma maneira. Na realidade, os monges consideravam o trabalho como uma forma de oração. Eles recebiam orientação espiritual de seus líderes, levavam vidas simples, renunciavam às propriedades pessoais e cuidavam da comunidade. Atualmente, os mosteiros ortodoxos gregos ainda seguem as mesmas regras estabelecidas muitos séculos antes na Capadócia.

QUEM CONSTRUIU AS IGREJAS?

As igrejas foram construídas por monges. A arquitetura era uma das formas de trabalho que os monges estavam autorizados a fazer, sendo as outras o plantio, a pavimentação, a carpintaria e o trabalho de ferreiro. The faith of Cappadocian monks was plain and simple. Their concept of religion was not very sophisticated. Monks became heroes, saints or near saints, not because of their superior knowledge or display of strength, but because in their daily behaviour, they glorified the sufferings caused by hunger, physical discomfort and dirt, which inevitably affected the lives of the inhabitants of this region. A fé dos monges capadócios era pura e simples. Seu conceito de religião não era muito sofisticado. Os monges se tornavam heróis, santos ou quase santos não por causa de seu conhecimento superior ou demonstração de resistência, mas por causa do seu comportamento diário. Eles glorificavam o sofrimento provocado pela fome, pelo desconforto físico e pela sujeira que inevitavelmente afetavam as vidas dos habitantes da região.

The faith of Cappadocian monks was plain and simple. Their concept of religion was not very sophisticated. Monks became heroes, saints or near saints, not because of their superior knowledge or display of strength, but because in their daily behaviour, they glorified the sufferings caused by hunger, physical discomfort and dirt, which inevitably affected the lives of the inhabitants of this region.

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